Mulheres x A culpa–Será que existe uma relação?

 

Olá Únicas!!!

Eu em minhas viagens pela net atrás de cultura e informação, achei um tema muito interessante que me fez refletir se fazia sentido. O tema era: A culpa!

Na verdade seria a relação entre nós mulheres e esse sentimento. Será que faz sentido?

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Foto: Google

 

O texto abaixo é um trecho do livro "Mulheres: Por que será que elas...?" de Leila Ferreira

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“AS    MULHERES    SE    DESCULPAM    ATÉ   PELOS   ERROS    DA   METEOROLOGIA”

Dizem que o idioma do Tibete não tem nenhuma palavra correspondente a 'culpa'. Se o vocábulo não existe lá, é provável que tampouco exista o sentimento - o que sugere duas coisas: ou as mulheres do Tibete estão mais evoluídas do que nós ou não existem mulheres no Tibete.

Sim, porque mulheres e culpa sempre andaram de mãos dadas e, ao que tudo indica, não pretendem se separar tão cedo.

Se os filhos tiram nota baixa na escola, a mulher acha que a culpa é dela, porque não está sendo uma boa mãe; se a empregada falta, a culpa é dela, porque não tem autoridade como patroa; se o marido a trai, a culpa é dela, porque não é interessante o bastante para prendê-lo. Quando a geladeira fica vazia em uma casa onde vivem quatro homens, a mulher penitencia-se porque não está sendo uma boa dona de casa. Se não deu tempo de comprar o presente da cunhada, passa os quinze primeiros minutos do aniversário desculpando-se. Se chega com o presente, gasta cinco minutos para explicar que é só uma lembrancinha, para dizer com ansiedade genuína 'tomara que você goste' e concluir, repetindo duas ou três vezes, que se ela não gostar, não tem problema: pode trocar.

mulheres e a culpa

Não é à toa que estamos exaustas. Às voltas com a quádrupla ou quíntupla jornada, achamos não só que temos que dar conta de tudo, mas que tudo tem que sair perfeito.

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Se o esmalte das unhas lasca e temos uma reunião na empresa, em vez de simplesmente escondermos as mãos debaixo da mesa, corremos para o salão no intervalo (que deveria ser sagrado) do almoço. As mulheres idosas compram camisolas que guardam para a eventualidade de ficarem doentes - não querem fazer feio no hospital. (Você já viu algum homem com um pijama novo separado para impressionar médicos e enfermeiras, caso adoeça um dia?) As mulheres mais jovens compram lingerie sexy para estrear com um homem para quem ainda nem foram apresentadas. (Você já viu um homem sair correndo para o shopping porque acabou de marcar um encontro com uma mulher para mais tarde e acha que sua cueca não vai causar boa impressão?)

Não é à toa, também,  que nós, e não eles, é que estamos sempre à beira do tal ataque de nervos. O cansaço provocado por nossa culpa e nosso perfeccionismo com certeza contribui para isso.

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'Sou a rainha da culpa', diz a empresária Maria Letícia . Divorciada, ela namora um engenheiro que tem dois filhos e faz de tudo para agradar o trio. Sempre almoçam juntos aos domingos e Maria Letícia, claro, deixa que eles escolham o restaurante. Quando insistem para que ela sugira, vive momentos de tensão, tentando lembrar-se de todas as variáveis para não errar - não quer desagradar nenhum dos três. Se um deles reclama, por exemplo, do suco de melancia do restaurante, o programa perde a graça para ela. Se a reclamação é em relação à comida, além da graça, ela perde o apetite. Belisca o que está no prato, recusa a sobremesa e, enquanto esperam a conta, pede desculpas umas cinco vezes pelas falhas do restaurante que teve a infelicidade de sugerir.

Pedir desculpas, aliás, é um esporte feminino por excelência. Uma escritora americana confessou em uma entrevista que já chegou a pedir desculpas pela falta de neve em uma estação de esqui. Tinha convencido uns amigos a viajar com ela e, quando a neve não apareceu, achou que era responsável pelo fracasso do programa. No Brasil, as mulheres assumem a culpa pela falta de sol.

Helô tem uma casa em Angra dos Reis e planejou cuidadosamente um fim de semana prolongado com três casais amigos. Anfitriã impecável, consultou a meteorologia, certificou-se de que o tempo ia estar bom e só então convidou os casais. Foram três dias de chuva forte- a previsão errou feio - e Helô passou três dias pedindo desculpas para os amigos. Não ocorreu a ela que, se alguém tinha que se desculpar na história, esse 'alguém' era a meteorologia.

'Preciso tirar umas férias sozinha antes que eu enlouqueça', desabafa Andréia. 'Não quero fazer nada de especial. Só quero passar uns dias sem ouvir as palavras 'mãe', 'bem' e 'dona Andréia'.' Dona de uma galeria de arte, casada, três filhos, ela sabe que essas palavras significam que os filhos, o marido ou a empregada estão precisando dela: 'Quando eles se dirigem a mim, é sempre pra pedir alguma coisa ou dizer que estão com algum problema que, claro, esperam que eu resolva por eles'. Depois de horas de trabalho fora de casa, não é uma perspectiva agradável, mas a culpa obriga a dizer 'sim'.

Culpa por estar trabalhando fora, culpa por apostar na liberdade e na independência - o repertório das mulheres é vasto. Queremos ganhar notas boas de nossos maridos, nossos filhos, nossas empregadas, nossos pais, nossos chefes, nossos amigos. Queremos que nos elogiem, nos aprovem, nos admirem e reconheçam nosso esforço para acertar sempre.

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A insustentável leveza dos homens é algo que a imensa maioria das mulheres não consegue sentir. Até para relaxar ficamos tensas.

Tenho uma amiga que se estressava nas aulas de ioga porque não conseguia se soltar na hora do relaxamento. Via os colegas ressonando e ficava nervosa por não ser capaz de relaxar como eles. Outra foi passar um fim de semana prolongado em um SPA holístico e quase enlouqueceu. O kit silêncio-meditação-ioga-vivências emocionais fez com que ela se sentisse obrigada a relaxar e a obrigação a deixou mais tensa. 'Saí de lá muito mais estressada do que cheguei', lamenta.

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Taciana, estudante de letras, tem tentado conciliar as aulas da faculdade com dois estágios e um curso de dança. 'Entrei nesse ritmo frenético, estou exausta e não consigo desacelerar. Resultado: minha memória hoje só existe dentro da minha bolsa, na minha agenda. Na cabeça não consigo guardar mais nada. O que não anoto simplesmente não existe.'

Agenda - anotando

Enquanto não mandarmos a culpa, o perfeccionismo e a vocação para o papel de vítimas para o espaço, nós, mulheres, não sentiremos o gosto da liberdade. Essa vitimização não leva a nada. É uma espécie de submissão agressiva. Fazemos o papel de mártires na tentativa de controlar os outros. Na verdade, é uma manipulação que não ajuda ninguém a ser mais feliz - nem os homens que convivem conosco, nem (e muito menos) nós próprias.'

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Ana, estudante de economia, concorda. Diz que não tem vocação para o papel de vítima e aprendeu a trabalhar, estudar e se relacionar sem culpa. 'Hoje faço tudo com leveza', garante. 'Nada, nada de culpa?', pergunto admirada (e já com inveja). Ana pára um segundo para refletir e responde, com ar de derrota: 'Pensando bem, sinto culpa por não sentir culpa. É como se eu fosse irresponsável ou inconsequente'. Você consegue imaginar um homem dando uma resposta dessas?...

 

Leila Ferreira é jornalista, apresentadora de TV e autora do livro 'Mulheres - Por que Será que Elas...?', da Editora Globo

 

UAU!! Quanta coisas né?! E essa somos NÓS: mulheres.

 

Somo obra prima de Deus. Fomos criadas para sermos bênçãos! Então, vamos buscar ser essa benção de Deus, deixando as cobranças, frustações e medos de lado e desfrutar o “melhor de Deus”.

 

Espero que tenham gostado do texto. AGORA, quero saber sua opinião.

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Valeu!

Ótimo dia. \o/

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